sexta-feira, 31 de maio de 2013
Sempre haverá Paris
"Desembarcou, passou pelos controles de polícia; sua bagagem iria diretamente para o outro avião, não havia com que se preocupar. As portas se abriram, os passageiros saiam e se abraçam com alguém que os esperava, a mulher, os filhos. Maria fingiu que nada daquilo era com ela, ao mesmo tempo que pensava de novo em sua solidão; só que desta vez tinha um segredo, um sonho, não era tão amarga, e a vida seria mais fácil.
- Sempre haverá Paris.
Não era um guia turístico. Não era um motorista de táxi. Suas pernas tremeram quando escutou a voz.
- Sempre haverá Paris?
- É a frase de um filme que adoro. Gostaria de ver a Torre Eiffel?
Gostaria, sim. Gostaria muito. Ralf tinha um buque de rosas, e os olhos cheios de luz, a luz que ela vira no primeiro dia, quando a pintava enquanto o vento frio fazia com que se sentisse incomodada por estar ali."
[Onze minutos, de Paulo Coelho. Pág 248]
E foi na página seguinte que terminei de ler o livro Onze minutos. Gratidão Paulo Coelho pelas viagens e sonhos que me proporcionou.
Os livros caem nas minhas mãos como uma luva, cada história é como uma chave, um rascunho, um ombro amigo que talvez Deus coloca em minha vida no momento certo.
Mais um pouco de eu mesma em mim.
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