sexta-feira, 31 de maio de 2013

Sempre haverá Paris


"Desembarcou, passou pelos controles de polícia; sua bagagem iria diretamente para o outro avião, não havia com que se preocupar. As portas se abriram, os passageiros saiam e se abraçam com alguém que os esperava, a mulher, os filhos. Maria fingiu que nada daquilo era com ela, ao mesmo tempo que pensava de novo em sua solidão; só que desta vez tinha um segredo, um sonho, não era tão amarga, e a vida seria mais fácil.
- Sempre haverá Paris.
Não era um guia turístico. Não era um motorista de táxi. Suas pernas tremeram quando escutou a voz.
- Sempre haverá Paris?
- É a frase de um filme que adoro. Gostaria de ver a Torre Eiffel?
Gostaria, sim. Gostaria muito. Ralf tinha um buque de rosas, e os olhos cheios de luz, a luz que ela vira no primeiro dia, quando a pintava enquanto o vento frio fazia com que se sentisse incomodada por estar ali."

[Onze minutos, de Paulo Coelho. Pág 248]

E foi na página seguinte que terminei de ler o livro Onze minutos. Gratidão Paulo Coelho pelas viagens e sonhos que me proporcionou.
Os livros caem nas minhas mãos como uma luva, cada história é como uma chave, um rascunho, um ombro amigo que talvez Deus coloca em minha vida no momento certo.

Mais um pouco de eu mesma em mim.

E o ciume?

" - E o ciúme?
- Não se pode dizer para a primavera: "Tomara que chegue logo e que dure bastante." Pode-se apenas dizer: "Venha, me abençoe com sua esperança, e fique o máximo de tempo que puder."
Palavras soltas ao vento. Mas eu precisava escutar, e ele precisava dizer. Dormi sem saber exatamente quando. Sonhei, não com uma situação ou com uma pessoa, mas com um perfume, que inundava tudo."

[Onze minutos, de Paulo Coelho. Pág 244]

quinta-feira, 30 de maio de 2013

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Na mão de quem pode







Livre

"Quando eu não tinha nada a perder, eu recebi tudo. Quando deixei de ser quem era, encontrei a mim mesma. Quando conheci a humilhação e a submissão total, fiquei livre."

[Onze minutos, de Paulo Coelho. Pág 180]

terça-feira, 28 de maio de 2013

domingo, 26 de maio de 2013

Sadomasoquismo

A linda mulher despiu-se e pegou um longo chicote, com um pequeno cabo, que prendeu ao pulso. `Você pediu`, disse ela. `Então vou chicoteá-lo`. `Faça isso`, sussurrou seu amante. `Eu lhe imploro.`

[Onze minutos, de Paulo Coelho. Pág. 176]

Sadomasoquismo, que delicia!

Ter prazer

` - Quem é capaz de sentir sabe que é possível ter prazer antes mesmo de tocar outra pessoa.`

[Onze minutos, de Paulo Coelho. Pág. 156]

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Dias felizes

Não lembro onde li, meus olhos apenas se passaram sem muito tempo para tudo ingerir. Apenas me lembro das doces palavras, e dizia: Um dia feliz vale a vida. Realmente, um dia muda a tudo, o todo. Um dia que possamos esperar, viver, ou lembrar. Um dia feliz vale a vida.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

O abraço chamado sexo

" - Citara Platão, já que estaria diante de um intelectual. Segundo ele, no inicio da criação, os homens e mulheres não eram como são hoje; havia apenas um ser, que era baixo, com um corpo e um pescoço, mas sua cabeça tinha duas faces, cada uma olhando para uma direção. Era como se duas criaturas estivessem grudadas pelas costas, com dois sexos opostos, quatro pernas, quatro braços.
"Os deuses gregos, porém, eram ciumentos, e viram que uma criatura que tinha quatro braços trabalhava mais, duas faces opostas estavam sempre vigilantes e não podia ser atacada por traição, quatro pernas não exigiam tanto esforço para ficar de pé ou andar por longos periodos. E, o que era mais perigoso: tal criatura de sexos diferentes, não precisavam de ninguém mais para continuar se reproduzindo na terra.
"Então disse Zeus, o supremo senhor do Olimpo: "Tenho um plano para fazer com que estes mortais percam sua força."
"E, com um raio, cortou a criatura em dois, criando o homem e a mulher. Isso aumentou muito a população do mundo, e ao mesmo tempo desorientou e enfraqueceu os que nele habitavam - porque agora tinham que buscar de novo sua parte perdida, abraca-la de novo, e nesse abraço recuperar a força antiga, a capacidade de evitar a traição, a resistência para andar longos periodos e aguentar o trabalho cansativo. O abraço em que dois corpos se confundem de novo em um, nós o chamamos de sexo."

[Onze minutos, de Paulo Coelho. Pág 151]

Sou duas mulheres

"Sou duas mulheres: uma deseja ter toda a alegria, a paixão, as aventuras que a vida pode dar. A outra quer ser escrava de uma rotina, da vida familiar, das coisas que podem ser planejadas e cumpridas. Sou a dona de casa e a prostituta, ambas vivendo no mesmo corpo, e uma lutando contra a outra."

[Onze minutos, Paulo Coelho. Pág 146]

segunda-feira, 20 de maio de 2013

De lá não sai amor, nem paixão, só má intenção.

De lá eu já provei, até gostei.

E do que adianta o gostar se não for pra se doar?

Valem nada, só querem uma noitada.

Tem compromissado e até casado.

Fogo de palha que me atrapalha.

Aos homens com quem trabalho

Não sou retalho

Diante de um ambiente frio

Tudo esta por um fio

E dane-se seu coração vazio.

domingo, 19 de maio de 2013

Tempo ao tempo

Dê tempo ao tempo, pois o tempo nos dará tempo para fazermos do tempo o que quisermos.

Frase que li por ai e nunca mais esqueci.

Ser sua

...eu queria ser sua, sua puta na cama e seu amor de verão.

Dos 7 aos 22


Aos sete aprendi que amor existe.
Aos doze tive meu primeiro amor de carta perfumada.
Aos quatorze meu primeiro beijo.
Aos quinze meu primeiro namorado.
Aos dezesseis minha primeira decepção com o amor.
Aos dezessete não era virgem.
Aos dezoito amei a tantos.
Aos dezenove amei mais.
Aos vinte cai em sí, sofri.
Aos vinte e um não me envolvi.
Aos vinte e dois...

Experiência da Liberdade

Do diário de Maria

"Já me senti ferida quando perdi os homens pelos quais me apaixonei. Hoje estou convencida de que ninguém perde ninguém, porque ninguém possui ninguém.
Essa é a verdadeira experiência da liberdade: ter a coisa mais importante do mundo, sem possui-la."

[Onze minutos, de Paulo Coelho - Pág 92]

Esperar onze minutos

"De resto, conforme prometera a si mesma, era só aguentar mais meio ano na rotina de sempre: Copacabana, aceita um drink, dançar,  o que acha do Brasil, hotel, cobrar adiantado, conversar e saber os pontos exatos - tanto no corpo como na alma, principalmente na alma -, ajudar nos problemas íntimos, ser amiga por meia hora, da qual ONZE MINUTOS serão gastos em abre perna, fecha perna, gemidos fingindo prazer. Obrigada, espero vê-lo na próxima semana, você é realmente um homem, vou ouvir o resto da historia da próxima vez que nos encontrarmos, excelente gorjeta, afinal não precisava porque tive muito prazer em estar com você.
E, sobretudo, jamais se apaixonar. Este era o mais importante, o mais sensato de todos os conselhos que a brasileira lhe dera - antes de sumir, provavelmente porque se apaixonara."

[Onze minutos, de Paulo Coelho. Pág 89]

Esse trecho se encaixa perfeitamente em mim no dia de hoje. Não sou prostituta, não trabalho em boate, não ganho uma boa grana por sexo, muito menos gorjetas por algo que fiz bem.
Apenas esperei o homem que me ensinaria a não me apaixonar. Mas ele só me fez esperar.

Todos os Tempos

O tempo pode ser ontem, hoje, amanhã, ensolarado, nublado, um século, um mês, três semanas, dez dias, cinco horas, dois minutos, um segundo, pequeno, grande, rápido, demorado, criança, adolescente, adulto, idoso, de nascer, de morrer e de viver. O tempo nunca para. Por isso o tempo me deu ASAS.