domingo, 19 de maio de 2013

Esperar onze minutos

"De resto, conforme prometera a si mesma, era só aguentar mais meio ano na rotina de sempre: Copacabana, aceita um drink, dançar,  o que acha do Brasil, hotel, cobrar adiantado, conversar e saber os pontos exatos - tanto no corpo como na alma, principalmente na alma -, ajudar nos problemas íntimos, ser amiga por meia hora, da qual ONZE MINUTOS serão gastos em abre perna, fecha perna, gemidos fingindo prazer. Obrigada, espero vê-lo na próxima semana, você é realmente um homem, vou ouvir o resto da historia da próxima vez que nos encontrarmos, excelente gorjeta, afinal não precisava porque tive muito prazer em estar com você.
E, sobretudo, jamais se apaixonar. Este era o mais importante, o mais sensato de todos os conselhos que a brasileira lhe dera - antes de sumir, provavelmente porque se apaixonara."

[Onze minutos, de Paulo Coelho. Pág 89]

Esse trecho se encaixa perfeitamente em mim no dia de hoje. Não sou prostituta, não trabalho em boate, não ganho uma boa grana por sexo, muito menos gorjetas por algo que fiz bem.
Apenas esperei o homem que me ensinaria a não me apaixonar. Mas ele só me fez esperar.

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