Tanto tempo que não venho aqui no blog, há muito não escrevo ao vento. Fiquei surpresa por ter lembrado a senha.
Então praticamente 6 anos depois, cá estou.
Se escrever liberta...? As vezes, por alguns minutos, mas já é alguma coisa para uma pessoa muito ansiosa.
Há quase 4 anos terminei um relacionamento no qual amei, amava e ainda amo muito.
"Então por que você terminou, sua louca?"
Pois bem... demorei um tanto para entender, digerir. Tem dias que ainda engasgo com tudo, mas em outros acredito que é assim que tem que ser.
Sobre o namoro? Incrível.
Sobre o término? Dor.
Estávamos juntos há quase 1 ano, foi quando comecei a ficar esquisita.
Desde meus 15 anos fui diagnosticada com depressão.
Nunca aceitei, imagina, são os hormonios, a adolescencia, fase.
Esta fase dura até hoje, tenho 28.
Tentei por obrigação a tomar alguns remédios, passar por alguns médicos muitas vezes mais loucos que eu, a me abrir com pessoas que nunca vi na vida, me expor e simplesmente aceitar o que eu nem sabia que existia dentro de mim.
Esta semana uma luz foi dada, e preciso compartilhar.
Bom, minha depressão tem praticamente 75% a ver com AFETO.
E isso se da por diversos motivos. Vamos aos dados, aos fatos.
Uma parte veio enquanto ainda estava no útero de minha mãe, em torno do 4º, 5º mês de gestação. Ela e meu pai moravam em uma casa na Lapa, um dia ela estava sozinha e entraram no quintal... minha mãe ficou apavorada em ver um desconhecido prestes a roubar e/ou sei lá o que mais podia fazer.
Com isso, minha mãe ficou traumatizada e queria mudar da casa, queria morar em um apartamento, pois achava mais seguro. Meu pai pediu ajuda ao meus avós paternos, no qual tinham imóveis e poderiam vender uma casa para comprar um apartamento, e meus avós não aceitaram a idéia. Neste momento minha mãe ficou chateada, e sentiu-se rejeitada. Como se a preocupação e segurança dela não valesse para eles... então sairam da casa e tiveram que pagar aluguel. Lá foram meus pais, mudar para um apartamento, e pagar aluguel.
Coisas que acontecem na gravidez e é repassado ao feto, no caso eu. SÍNDROME DA REJEIÇÃO.
Pois bem, não lembro muita coisa da minha infância, mas sei que não tive um pai muito presente.
Quem me criou praticamente foi minha avó materna, minha segunda mãe, que tanto amo.
Ai já temos outro fato, a ausência da figura masculina.
E ainda as lembranças que tenho era de brigas com minha mãe.
É por isso que odeio, o d e i o, O D E I O, homem que se acha o machão e dono da porra toda, homem que grita, que briga, que faz o que quer sem se preocupar com o outro.
Meu ex namorado? Nunca brigamos.
Alguns desentendimentos que nem sei se posso chama-los assim...
Uma foi pq ele pagou uma boa parte de uma conta da padaria em que meu pai comemorada seus 50 anos. Não era para ele ter pago nada.
Outra foi por ele ter gravado o aniversário da ex na agenda do cel, não sou do tipo ciumenta (não acho saudavel), mas neste dia fiquei puta mesmo.
E a última que brigamos lembro que foi quando terminamos mesmo... dei meus piti que nem lembro muito bem o motivo, ele sumiu por 3 dias e foi ai que tivemos o fim declarado.
Mas voltando aos meus motivos e fatos sobre este fim...
Minha mãe decidiu se separar do meu pai eu tinha 13 anos.
O pouco de figura masculina que tinha, perdeu-se.
E quer saber? Quando eles brigavam, eu pedia a Deus que os separassem... eu queria aquilo, eu queria ver eles separados, e aconteceu.
Durante toda minha adolescência eu não ligava para meu pai, após um tempo da separação é que ele tentava se aproximar de mim e de minha irmã. Ela como era mais nova, criança, ia.
Já eu, indiferente. Nunca ia.
Aos 15 anos tive meu primeiro namorado.
O conheci, estava no 2º colegial, ele no 3º.
Ceguei, encantei, apaixonei, parecia romance de livro.
O pedido de namoro me marcou muito. Estavamos ficando a um tempo, no intervalo ele se ajoelhou na frente dos nossos amigos e abriu uma caixinha com aliança. (aff, hoje em dia acho brega), mas naquele momento, vivia um conto de fadas. (Bléécati)
Resumindo este namoro, foi lindo, porém com 1 ano e 2 meses descobri que ele havia me traido.
Perdi o chão, e o principe virou sapo, foi desde ai que nunca mais acreditei em contos de fada.
Eu era virgem, acho que 1 ano e 2 meses sem dar é muito tempo para um "homem" que não sabe esperar.
Hoje ta tranquilo, somos de boas, até nos falamos uma vez ou outra, ele praticamente casou e hoje em dia não temos naaaaada a ver. (Graças a Deus).
Depois que a gente vê que não existe principe nenhum, a gente quer é meter o louco!
Dos 17 até meus 22.... ih, melhor deixar em off?!
Aprontei, curti, namorei, trepei muito mesmo.
A maioria com quem me envolvia, traste. Trate dos grandes.
E sabe por que?
A famosa doma de vidro.
Claro, para que me envolver?
Para que acreditar no amor?
Nada disso fazia sentido.
Durante esta época da minha vida, imendei namoro atrás de namoro, que nao duravam mais que 6 meses, casos atrás de casos.
Me envolvi com amigos que acabei estragando a amizade, alguns deles por gostar de mim e eu? Ilusão. Eu nunca me deixava levar, e ficava confunsa "por que eu quero e ao mesmo tempo não quero?". Pq eu gostava... mas não queria nada sério. Pq? Pq? Pq?
Por causa da doma de vidro.
Preferia os que não ia dar em nada... e sofria, me deixava sofrer.
Fiz várias cagadas... me deixei levar por bebidas, pelo momento, já tive fotos e vídeos gravados em mãos que não valem nada. Isso já me deixou muito mal, não que hoje seja indiferente, mas sei lá, foi um aprendizado dos grandes... Já fiz um ex amigo fazer uma tatuagem com meu nome... puts, queria muito ter falado "não faz isso, não vale a pena". Já fui a mal falada do grupo, e foda-se. Hoje entendo mais do que aconteceu.
A busca por afeto, porém, com a doma de vidro.
É como misturar água e óleo.
Pois bem, depois de Fulano, Ciclano, e Beltrano... um dia dos namorados em que estava conformada com minha solidão, já havia me aproximado mais de meu pai e resolvemos ir até São Roque ver um carro antigo, que ele tanto adora.
Pero, yo, no mutcho.
Mas fui.
Além do dia dos namorados, era o dia que se iniciava a copa do mundo. (12/06/2014)
A estrada estava um tapete vermelho, só nós!
O resto do mundo? Vendo jogo.
Na volta para São Paulo, comentamos de parar em algum lugar ver o jogo, já que eramos os únicos do planeta fazendo outra coisa... mas só comentamos, se caso aparecesse algum lugar no meio do caminho parariamos, caso contrário... Copa? Dane-se.
E esse dane-se mudou quando passamos em frente a uma placa escrito VARGEM GRANDE PAULISTA.
A placa me remeteu a uma única pessoa.
Peguei meu celular, "será que ainda tenho o número dele?", e tinha, logo 2.
"Diego músico 1" e "Diego músico 2"
Pensei 2x e as 2x disse para eu ligar. Vai que... ele estava em algum lugar próximo, ia com meu pai ver o jogo e rever um amigo que há tempos não falava. (e que tem uma longa historia por trás).
(((((nossa, deu uma vontade de parar de escrever, desligar o computador e ir ver vaga do linkedin no meu cel como todas as noites. Afinal, são 01h32 da manhã e to aqui vomitando palavras que ninguém vai ver. Mas não consigo, preciso colocar pra fora. Vontade de escrever a nossa historia inteira... mas levariam bons dias. Então vou voltar ao foco, pq vim escrever aqui? ah, sim, claro, os fatos do pq sou como sou... vou voltar a este ponto))))))
Voltando ao que realmente me trouxe aqui.
O que eu queria era ve-lo, e pedir perdão.
Por ter mudado tanto nos últimos meses quem estavamos juntos.
Eu não estava bem. E não tinha nada a ver com você.
E o meu não estar bem me fazia repensar se deveria de ficar contigo...
Não estava mais feliz como antes, e acho que não te fazia mais feliz como antes também.
Te pedia para dormir em casa, e aquilo era muito desconfortável para ambos, mas eu só queria vc perto. E ao mesmo tempo sabia que era errado.
Comecei a cobrar de vc coisas que nunca cobrei, coisas que só eu mesma poderia resolver, mas jogava uma parte da responsabilidade pra ti.
Desculpa por isso.
Antes de começar esta crise.....
saiba que fui muito, muito, muuuuuuuuuuuuuuito, mas muito mesmo, muito feliz!
Você me fez pela primeira vez me sentir amada.
Puts, foi tanta euforia em lembrar do quão bom foi...
que me cansei de escrever, meus olhos estao cansados.
Escrevi por 2 horas.
Boa noite.
7 dias para seu aniversário.
Provavelmente volto para escrever e finalizar meus pensamentos ao vento.
... Pássaro do Tempo
Sou pássaro. Cresço, mudo, aprendo, amadureço... crio asas com o tempo.
sábado, 24 de agosto de 2019
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Ela e o mundo
Mergulhada em livros que marcaram minha vida, eis que encontro um muito do bom.
"Quanto mais tempo permanecia ali sentada, mais a fundo seus sentidos absorviam aquela paisagem e maior era a beleza de tudo, da paisagem e dela própria, pois já não havia diferença entre ela e o mundo."
(Cordilheira, de Daniel Galera. Pág 46)
"Quanto mais tempo permanecia ali sentada, mais a fundo seus sentidos absorviam aquela paisagem e maior era a beleza de tudo, da paisagem e dela própria, pois já não havia diferença entre ela e o mundo."
(Cordilheira, de Daniel Galera. Pág 46)
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Alimentar-me-ei.
Preciso me alimentar de algum outro e novo livro. Alimentar-me-ei. Pra viver uma nova história, nem que seja na imaginação.
domingo, 2 de junho de 2013
Saudade do futuro
Entendendo que a saudade que havia era de tudo que ainda não viveu. O futuro não é o mesmo de ontem.
Ontem na missa
Ontem, sábado no fim da tarde minha mãe perguntou "vamos a missa?", eu disse que sim. Desde que comecei a entender o que realmente gosto e o que não gosto parei de ir a missa aos domingos. Frequento o centro de umbanda desde que conheci meu (ex) namorado, há uns 3 anos, pra mais. Me identifiquei, me encantei e desde então sempre que tenho uma folga no trabalho de sexta-feira, minha noite é lá no centro. Entro e já sinto a paz no coração, é uma energia muito boa. Conto mais em algum próximo post. Voltando a ir a missa, chegamos 10 minutos atrasadas e já havia começado a cerimonia, foi quando me dei conta que a missa era de 7º dia de uma mulher conhecida lá na rua em que minha avó mora, e como fui criada praticamente pela minha avó sempre estava brincando na rua e me lembrei vagamente da mulher, lembro-me que sempre que ela passava por mim me abria um sorriso grande e simpático. Era uma mulher querida. Vi nos bancos ao redor da igreja muita gente conhecida, parei de olhar e comecei a escutar o padre. Na hora da comunhão os fieis se levantavam para receber o corpo de cristo e perguntei a minha mãe "você vai?", ela disse que não, eu disse que também não. Acho que para sentirmos Deus ou seja lá o que for não precisamos de hóstia, mas como é uma cultura dos católicos eu vou entender e ficar com minha opinião guardada. Eu olhava a fila de pessoas para alimentar sua fé quando vejo um homem sentado, ele também não levantara para receber o corpo de cristo, lembrei-me apenas que ele era parente da mulher que morrera. Vi o nariz vermelho, a aparência triste, parece que nada o motivava a levantar, acho que o pensamento dele estava longe... pedi a minha força maior que o ajuda-se. Abracei minha mãe, deitei minha cabeça em seu ombro e lá fiquei, ela começou a fazer carinho em meu braço e apoiou a cabeça dela sobre a minha. Pensei comigo "deve ser doloroso demais perder alguém, e como será quando eu perder minha mãe? Não quero nem pensar nisso", e uma, duas, três lagrimas escorreram pelo meu rosto. Aquele momento de lágrimas não era de tristeza, e sim de felicidade, por ter minha mãe ao meu lado, poder toca-la, poder senti-la. Senti o cheiro do perfume dela e voltamos a escutar o padre. Ontem foi um dia especial, gratidão.
sábado, 1 de junho de 2013
Presente ao mundo
Se fosse para dar um presente ao mundo, o daria CULTURA. Acompanhado de SABEDORIA. E com certeza ele me retribuiria com AMOR.
O silêncio
- Morreu de que?
- Sufocou-se com as palavras que nunca disse.
Infinitas maneiras de dizer... o meu silêncio.
- Sufocou-se com as palavras que nunca disse.
Infinitas maneiras de dizer... o meu silêncio.
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