sábado, 24 de agosto de 2019

Escrever liberta?

Tanto tempo que não venho aqui no blog, há muito não escrevo ao vento. Fiquei surpresa por ter lembrado a senha.
Então praticamente 6 anos depois, cá estou.

Se escrever liberta...? As vezes, por alguns minutos, mas já é alguma coisa para uma pessoa muito ansiosa.

Há quase 4 anos terminei um relacionamento no qual amei, amava e ainda amo muito.
"Então por que você terminou, sua louca?"

Pois bem... demorei um tanto para entender, digerir. Tem dias que ainda engasgo com tudo, mas em outros acredito que é assim que tem que ser.

Sobre o namoro? Incrível.

Sobre o término? Dor.

Estávamos juntos há quase 1 ano, foi quando comecei a ficar esquisita.

Desde meus 15 anos fui diagnosticada com depressão.
Nunca aceitei, imagina, são os hormonios, a adolescencia, fase.
Esta fase dura até hoje, tenho 28.

Tentei por obrigação a tomar alguns remédios, passar por alguns médicos muitas vezes mais loucos que eu, a me abrir com pessoas que nunca vi na vida, me expor e simplesmente aceitar o que eu nem sabia que existia dentro de mim.

Esta semana uma luz foi dada, e preciso compartilhar.

Bom, minha depressão tem praticamente 75% a ver com AFETO.

E isso se da por diversos motivos. Vamos aos dados, aos fatos.

Uma parte veio enquanto ainda estava no útero de minha mãe, em torno do 4º, 5º mês de gestação. Ela e meu pai moravam em uma casa na Lapa, um dia ela estava sozinha e entraram no quintal... minha mãe ficou apavorada em ver um desconhecido prestes a roubar e/ou sei lá o que mais podia fazer.
Com isso, minha mãe ficou traumatizada e queria mudar da casa, queria morar em um apartamento, pois achava mais seguro. Meu pai pediu ajuda ao meus avós paternos, no qual tinham imóveis e poderiam vender uma casa para comprar um apartamento, e meus avós não aceitaram a idéia. Neste momento minha mãe ficou chateada, e sentiu-se rejeitada. Como se a preocupação e segurança dela não valesse para eles... então sairam da casa e tiveram que pagar aluguel. Lá foram meus pais, mudar para um apartamento, e pagar aluguel.

Coisas que acontecem na gravidez e é repassado ao feto, no caso eu. SÍNDROME DA REJEIÇÃO.

Pois bem, não lembro muita coisa da minha infância, mas sei que não tive um pai muito presente.
Quem me criou praticamente foi minha avó materna, minha segunda mãe, que tanto amo.

Ai já temos outro fato, a ausência da figura masculina.
E ainda as lembranças que tenho era de brigas com minha mãe.
É por isso que odeio, o d e i o, O D E I O, homem que se acha o machão e dono da porra toda, homem que grita, que briga, que faz o que quer sem se preocupar com o outro.

Meu ex namorado? Nunca brigamos.
Alguns desentendimentos que nem sei se posso chama-los assim...
Uma foi pq ele pagou uma boa parte de uma conta da padaria em que meu pai comemorada seus 50 anos. Não era para ele ter pago nada.

Outra foi por ele ter gravado o aniversário da ex na agenda do cel, não sou do tipo ciumenta (não acho saudavel), mas neste dia fiquei puta mesmo.

E a última que brigamos lembro que foi quando terminamos mesmo... dei meus piti que nem lembro muito bem o motivo, ele sumiu por 3 dias e foi ai que tivemos o fim declarado.

Mas voltando aos meus motivos e fatos sobre este fim...

Minha mãe decidiu se separar do meu pai eu tinha 13 anos.
O pouco de figura masculina que tinha, perdeu-se.
E quer saber? Quando eles brigavam, eu pedia a Deus que os separassem... eu queria aquilo, eu queria ver eles separados, e aconteceu.

Durante toda minha adolescência eu não ligava para meu pai, após um tempo da separação é que ele tentava se aproximar de mim e de minha irmã. Ela como era mais nova, criança, ia.
Já eu, indiferente. Nunca ia.

Aos 15 anos tive meu primeiro namorado.
O conheci, estava no 2º colegial, ele no 3º.
Ceguei, encantei, apaixonei, parecia romance de livro.
O pedido de namoro me marcou muito. Estavamos ficando a um tempo, no intervalo ele se ajoelhou na frente dos nossos amigos e abriu uma caixinha com aliança. (aff, hoje em dia acho brega), mas naquele momento, vivia um conto de fadas. (Bléécati)
Resumindo este namoro, foi lindo, porém com 1 ano e 2 meses descobri que ele havia me traido.
Perdi o chão, e o principe virou sapo, foi desde ai que nunca mais acreditei em contos de fada.
Eu era virgem, acho que 1 ano e 2 meses sem dar é muito tempo para um "homem" que não sabe esperar.
Hoje ta tranquilo, somos de boas, até nos falamos uma vez ou outra, ele praticamente casou e hoje em dia não temos naaaaada a ver. (Graças a Deus).

Depois que a gente vê que não existe principe nenhum, a gente quer é meter o louco!

Dos 17 até meus 22.... ih, melhor deixar em off?!

Aprontei, curti, namorei, trepei muito mesmo.

A maioria com quem me envolvia, traste. Trate dos grandes.

E sabe por que?
A famosa doma de vidro.
Claro, para que me envolver?
Para que acreditar no amor?
Nada disso fazia sentido.

Durante esta época da minha vida, imendei namoro atrás de namoro, que nao duravam mais que 6 meses, casos atrás de casos.

Me envolvi com amigos que acabei estragando a amizade, alguns deles por gostar de mim e eu? Ilusão. Eu nunca me deixava levar, e ficava confunsa "por que eu quero e ao mesmo tempo não quero?". Pq eu gostava... mas não queria nada sério. Pq? Pq? Pq?

Por causa da doma de vidro.

Preferia os que não ia dar em nada... e sofria, me deixava sofrer.
Fiz várias cagadas... me deixei levar por bebidas, pelo momento, já tive fotos e vídeos gravados em mãos que não valem nada. Isso já me deixou muito mal, não que hoje seja indiferente, mas sei lá, foi um aprendizado dos grandes... Já fiz um ex amigo fazer uma tatuagem com meu nome... puts, queria muito ter falado "não faz isso, não vale a pena". Já fui a mal falada do grupo, e foda-se. Hoje entendo mais do que aconteceu.

A busca por afeto, porém, com a doma de vidro.
É como misturar água e óleo.

Pois bem, depois de Fulano, Ciclano, e Beltrano... um dia dos namorados em que estava conformada com minha solidão, já havia me aproximado mais de meu pai e resolvemos ir até São Roque ver um carro antigo, que ele tanto adora.

Pero, yo, no mutcho.

Mas fui.

Além do dia dos namorados, era o dia que se iniciava a copa do mundo. (12/06/2014)
A estrada estava um tapete vermelho, só nós!
O resto do mundo? Vendo jogo.

Na volta para São Paulo, comentamos de parar em algum lugar ver o jogo, já que eramos os únicos do planeta fazendo outra coisa... mas só comentamos, se caso aparecesse algum lugar no meio do caminho parariamos, caso contrário... Copa? Dane-se.
E esse dane-se mudou quando passamos em frente a uma placa escrito VARGEM GRANDE PAULISTA.

A placa me remeteu a uma única pessoa.
Peguei meu celular, "será que ainda tenho o número dele?", e tinha, logo 2.
"Diego músico 1" e "Diego músico 2"

Pensei 2x e as 2x disse para eu ligar. Vai que... ele estava em algum lugar próximo, ia com meu pai ver o jogo e rever um amigo que há tempos não falava. (e que tem uma longa historia por trás).


(((((nossa, deu uma vontade de parar de escrever, desligar o computador e ir ver vaga do linkedin no meu cel como todas as noites. Afinal, são 01h32 da manhã e to aqui vomitando palavras que ninguém vai ver. Mas não consigo, preciso colocar pra fora. Vontade de escrever a nossa historia inteira... mas levariam bons dias. Então vou voltar ao foco, pq vim escrever aqui? ah, sim, claro, os fatos do pq sou como sou... vou voltar a este ponto))))))

Voltando ao que realmente me trouxe aqui.

O que eu queria era ve-lo, e pedir perdão.

Por ter mudado tanto nos últimos meses quem estavamos juntos.

Eu não estava bem. E não tinha nada a ver com você.

E o meu não estar bem me fazia repensar se deveria de ficar contigo...

Não estava mais feliz como antes, e acho que não te fazia mais feliz como antes também.

Te pedia para dormir em casa, e aquilo era muito desconfortável para ambos, mas eu só queria vc perto. E ao mesmo tempo sabia que era errado.

Comecei a cobrar de vc coisas que nunca cobrei, coisas que só eu mesma poderia resolver, mas jogava uma parte da responsabilidade pra ti.

Desculpa por isso.

Antes de começar esta crise.....
saiba que fui muito, muito, muuuuuuuuuuuuuuito, mas muito mesmo, muito feliz!
Você me fez pela primeira vez me sentir amada.

Puts, foi tanta euforia em lembrar do quão bom foi...
que me cansei de escrever, meus olhos estao cansados.

Escrevi por 2 horas.

Boa noite.
7 dias para seu aniversário.

Provavelmente volto para escrever e finalizar meus pensamentos ao vento.

























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