domingo, 2 de junho de 2013
Ontem na missa
Ontem, sábado no fim da tarde minha mãe perguntou "vamos a missa?", eu disse que sim. Desde que comecei a entender o que realmente gosto e o que não gosto parei de ir a missa aos domingos. Frequento o centro de umbanda desde que conheci meu (ex) namorado, há uns 3 anos, pra mais. Me identifiquei, me encantei e desde então sempre que tenho uma folga no trabalho de sexta-feira, minha noite é lá no centro. Entro e já sinto a paz no coração, é uma energia muito boa. Conto mais em algum próximo post. Voltando a ir a missa, chegamos 10 minutos atrasadas e já havia começado a cerimonia, foi quando me dei conta que a missa era de 7º dia de uma mulher conhecida lá na rua em que minha avó mora, e como fui criada praticamente pela minha avó sempre estava brincando na rua e me lembrei vagamente da mulher, lembro-me que sempre que ela passava por mim me abria um sorriso grande e simpático. Era uma mulher querida. Vi nos bancos ao redor da igreja muita gente conhecida, parei de olhar e comecei a escutar o padre. Na hora da comunhão os fieis se levantavam para receber o corpo de cristo e perguntei a minha mãe "você vai?", ela disse que não, eu disse que também não. Acho que para sentirmos Deus ou seja lá o que for não precisamos de hóstia, mas como é uma cultura dos católicos eu vou entender e ficar com minha opinião guardada. Eu olhava a fila de pessoas para alimentar sua fé quando vejo um homem sentado, ele também não levantara para receber o corpo de cristo, lembrei-me apenas que ele era parente da mulher que morrera. Vi o nariz vermelho, a aparência triste, parece que nada o motivava a levantar, acho que o pensamento dele estava longe... pedi a minha força maior que o ajuda-se. Abracei minha mãe, deitei minha cabeça em seu ombro e lá fiquei, ela começou a fazer carinho em meu braço e apoiou a cabeça dela sobre a minha. Pensei comigo "deve ser doloroso demais perder alguém, e como será quando eu perder minha mãe? Não quero nem pensar nisso", e uma, duas, três lagrimas escorreram pelo meu rosto. Aquele momento de lágrimas não era de tristeza, e sim de felicidade, por ter minha mãe ao meu lado, poder toca-la, poder senti-la. Senti o cheiro do perfume dela e voltamos a escutar o padre. Ontem foi um dia especial, gratidão.
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